a questão não é descobrir o que tem de ser feito, já ultrapassou o óbvio.
vende coragem na farmácia?
23 agosto 2008
15 agosto 2008
muda a muda
chega de tanto esperar.
o baque, desta vez, foi mais forte, senti.
não venha com suas olhadelas,
conheço suas transparências.
não haja politicamente...
seja o que quer, quero que o seja.
doce emboscada
mudo acolhimento
sutil fala
irredutível sombra de outrora.
o baque, desta vez, foi mais forte, senti.
não venha com suas olhadelas,
conheço suas transparências.
não haja politicamente...
seja o que quer, quero que o seja.
doce emboscada
mudo acolhimento
sutil fala
irredutível sombra de outrora.
12 agosto 2008
mess it up
preciso que me pervertas,
traga algo de inesperado à paisagem,
me surpreenda através do óbvio.
não tenha medo de ultrapassar qualquer tipo de fronteira que lhe apareça,
teus temores não precisam ser desta estirpe.
sugue toda espécie de de cognatos,
transcenda os padrões clássicos,
faça-me permanecer, constantemente, intrigada.
traga algo de inesperado à paisagem,
me surpreenda através do óbvio.
não tenha medo de ultrapassar qualquer tipo de fronteira que lhe apareça,
teus temores não precisam ser desta estirpe.
sugue toda espécie de de cognatos,
transcenda os padrões clássicos,
faça-me permanecer, constantemente, intrigada.
08 agosto 2008
té
até onde é real?
onde ele termina e onde começa a minha projeção do que me é ideal?
não enxergo esse íntimo limite..
a tinta jogada no papel já borrada está;
as chances foram jogadas;
e o precipício não é só mais uma miragem.
mesmo assim, vejo nitidamente a inconfundível silhueta que tanto conheço...
não havia chance de confusão fazer, é a tua, posso afirmar.
firme, uma viga de sentimentos sólidos e contínuos
continuo tentando.
não aguento, não quero.
quero, aguento de tudo.
se, se, se, se...
conjecturas ambulantes e sonhadoras atormentam.
até onde é seguro caminhar?
até quando sou capaz de esperar?
até que ponto a sinceridade sairá da minha boca sem esforços?
até o dia em que voltes...até lá, tudo será tão real quanto eu quiser.
onde ele termina e onde começa a minha projeção do que me é ideal?
não enxergo esse íntimo limite..
a tinta jogada no papel já borrada está;
as chances foram jogadas;
e o precipício não é só mais uma miragem.
mesmo assim, vejo nitidamente a inconfundível silhueta que tanto conheço...
não havia chance de confusão fazer, é a tua, posso afirmar.
firme, uma viga de sentimentos sólidos e contínuos
continuo tentando.
não aguento, não quero.
quero, aguento de tudo.
se, se, se, se...
conjecturas ambulantes e sonhadoras atormentam.
até onde é seguro caminhar?
até quando sou capaz de esperar?
até que ponto a sinceridade sairá da minha boca sem esforços?
até o dia em que voltes...até lá, tudo será tão real quanto eu quiser.
06 agosto 2008
pão, queijo.
tenho medo de fugir, mas impediram-me de ficar.
olho o bilhete todo rabiscado na mão avisando que a partida é inevitável, mas junto com ela, partem-se em milhões os meus eu's e cada um puxa de um lado.
a dor costumeira é daquela de vir de fora, dos outros, do obscuro. esta, que aqui não consegue se calar, faz caminho inverso.
rasga-me, devora cara veia, como epidemia se alastra e o ardor na garganta emudece as antigas palavras que tinha guardado, tão bonitinhas, dentro de gavetas.
prateleiras não me servem mais. sou do mundo, sou de quem enxerga - a questão nunca foi essa. problema é a falta de espaço fechado, só meu - que nem mais meus é: as partes um dia me contaram que já fui só minha, hoje sou mesmo assim, dividida.
sombras não me assustam como antes, só irritam um pouco, às vezes... mas pode crer, há de ser nada não. elas não aparecem sempre e são distorcidas.
pão, pão. queijo, queijo... assim, por mais extremista que lhe possa parecer, é como sei lidar com as maçanetas.
olho o bilhete todo rabiscado na mão avisando que a partida é inevitável, mas junto com ela, partem-se em milhões os meus eu's e cada um puxa de um lado.
a dor costumeira é daquela de vir de fora, dos outros, do obscuro. esta, que aqui não consegue se calar, faz caminho inverso.
rasga-me, devora cara veia, como epidemia se alastra e o ardor na garganta emudece as antigas palavras que tinha guardado, tão bonitinhas, dentro de gavetas.
prateleiras não me servem mais. sou do mundo, sou de quem enxerga - a questão nunca foi essa. problema é a falta de espaço fechado, só meu - que nem mais meus é: as partes um dia me contaram que já fui só minha, hoje sou mesmo assim, dividida.
sombras não me assustam como antes, só irritam um pouco, às vezes... mas pode crer, há de ser nada não. elas não aparecem sempre e são distorcidas.
pão, pão. queijo, queijo... assim, por mais extremista que lhe possa parecer, é como sei lidar com as maçanetas.
05 agosto 2008
vem
dever, não devia...mas já foi.
tá feito, decretado e selado.
sondaram-me sobre a seriedade e não fui muito franca ao dizer que não tinha certeza.
tenho, claro que tenho.
tola foi você que achou sereno meu jeito de gostar, de me dar. nossa, foste muito. mas eu deixei que tudo se desenrolasse assim. talvez por ter achado mais propício no momento ou oportuno, não sei bem. isto não sei.
agora a tua falta me consome de uma forma devastadora e só consigo pensar em largar tudo do jeito que está e correr pros braços seus que ainda não se fecharam aos meus, não com o calor avassalador que me dá só de vislumbrar um sorriso disfarçado, de canto de boca, seu.
vem?! deixa estar, deixa esse jeito ultra metódico de organizar os segundos... joga, aposta, arrisca.. vai fazer-te bem, juro.
desperto e olho pro lado: travesseiro vazio, lençol ainda arrumado e espaço grande ali. guardei pra ti...
acordei de novo e tinham ocupado seu lugar.
mentira, ocuparam a cama, o lugar é seu.
tá feito, decretado e selado.
sondaram-me sobre a seriedade e não fui muito franca ao dizer que não tinha certeza.
tenho, claro que tenho.
tola foi você que achou sereno meu jeito de gostar, de me dar. nossa, foste muito. mas eu deixei que tudo se desenrolasse assim. talvez por ter achado mais propício no momento ou oportuno, não sei bem. isto não sei.
agora a tua falta me consome de uma forma devastadora e só consigo pensar em largar tudo do jeito que está e correr pros braços seus que ainda não se fecharam aos meus, não com o calor avassalador que me dá só de vislumbrar um sorriso disfarçado, de canto de boca, seu.
vem?! deixa estar, deixa esse jeito ultra metódico de organizar os segundos... joga, aposta, arrisca.. vai fazer-te bem, juro.
desperto e olho pro lado: travesseiro vazio, lençol ainda arrumado e espaço grande ali. guardei pra ti...
acordei de novo e tinham ocupado seu lugar.
mentira, ocuparam a cama, o lugar é seu.
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