já não sabia mais o que era-lhe mais incômodo: a dor que sentia no corpo - aquela ânsia que interiorizou-se e tomou forma patológica e não quis abandoná-la. talvez nem fosse isso. podia ser o medo, grande pavor de dormir, só por saber que haveria de acordar, eventualmente, e enfrentar aquilo tudo lá de fora, aquelas coisas chatas que se acumulam pela preguiça, falta de vontade, sentimento de obrigação.
odiava quando davam-lhe ordens. pra quê?
peça. não que vá fazer instantaneamente e da forma pedida. só fará quando for conveniente e da maneira que mais parecer correta, seja essa qual for.
quem sabe? particularmente acho que nada disso era. o horizonte, antes desconhecido e intrigante, havia se contraído e, as migalhas de sonhos que restaram, não satisfaziam mais o apetite.
o ordinário marca agora presença e não pensa em esvair-se por aí. parece até que gostou, se acomodou, e ela junto.
cômodo não é mais um adjetivo qualquer que a língua lhe disponibilizou - é lei do seu secreto e esquisito bem estar.
a música não tem mais melodia, o poema perdeu a rima e o olhar já não brilha. o que se perdeu? o que se foi? o que ficou?
o silêncio, (in)cômodo de muitos.
13 novembro 2008
10 novembro 2008
e aí?
person 1: how many do you want?
person 2: how many do u want to give to me?
person 1 thinks, keep thinking and finally anwsers: ham..how many you can get?
person 2 laughs and says: wow
person 1 already distressed asks: so...?
so...?
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