você é minha. minha!
tudo seu é um pouco meu, porque te vejo com olhos de quem não enxerga nada.
preciso de você pra crer no que as minhas memórias cismam mostrar: o tom pastel da sua pele suave; o rosado da sua boca - toda desenhada e entreaberta, procurando, no silêncio ofegante, léxicos condizentes ao momentos. sei de cór cada um dos teus olhares e os jeitos únicos que tens de mover as sobrancelhas. ah, e a mão, quanto toca o pescoço, ali na nuca, com a cabeça meio que cabisbaixa e a mordidinha no canto direito da boca...
essa é a MINHA careta. não ouse usá-la com outra.
agora,bem agora, não suportaria mais ouvir um mínimo ruído desafinadinho que saísse pelos seus lábios. sei que, por muitas vezes, eles são jogados por insistência de minha parte, mas agora peço que se recolham as palavras.
não me perdoe;
não me esqueça;
não durma com outro pijama;
não mude de perfume;
não ouse mudar.
hoje eu senti ciúmes e não soube como dizer. fiquei tomada por esse sentimento bobo e inseguro que costuma dar nos apaixonados possessivos.
cansei de afirmar que ele não me habitava, mas, assim como eu preciso aceitar que pertence, você tem que saber que serás (sempre) minha.