tão superficial, piegas e repetidamente irritante.
pedes que espere, viva e depois analise. pra quê? desnecessária a perda de tempo. sim, perda. caso não fosse, não haveria algo após, habitaria no durante com todas as mazelas que me são convenientes.
quem dera eu saber controlar o tempo, meu íntimo tempo. daria, de cada vez, uma porção abundante e sêca, pra degustar cada micro poro e não desperdiçar vocêm, nem eu.
tornei-me, com o passar das páginas, camicaze. assim não há hora pra arrependimentos.
30 agosto 2008
24 agosto 2008
(re)ciclo
- Preciso de fases. Elas vêm da minha inconstância de humor, esse que é bem regular. Dentro de cada período desses, encaixo-me perfeitamente na situação, como se vivesse numa eterna sequência de trailers e não que tudo fosse um longa metragem. Necessito de paixão - seja por alguém; alguéns; paixão que parece amor; paixão que me faz fazer besteiras; paixão de amigo.
Posso me apaixonar também por coisas. gestos, hábitos, músicas. Essa ínfima e ardente paixão é a que busco e me move.
Quando tenho a sorte de estar apaixonada, facilmente envolverei alguém, viverei aquilo e, quando acabar, é só mais um fim.
Muitas vezes pode ser que o lado bom da paixão seja maior do que o outro, então trato de emendar uma na outra, sem pausas, até as ter entralaçado.
Algumas, são paixões sérias, e é quando pareço me aquieta. Mas, alguma hora essa calmaria toda vai me agoniar, porque o que me interessa é a euforia da paixão. O amor não é eufórico.
No espelho, olho e vejo um momento de paixão pelas pequenas e fofas coisinhas. Vontade forte dá de ligar e falar com alguém melosamente, dar satisfação das minhas coisas, discar só pra ouvir uma voz dando boa noite... não importa de quem seja a voz. Parece a coisa mais fria e egoísta que alguém poderia dizer, e até é, mas quem não é egoísta no caminho em busca de alguma micro felicidade?
Preciso ligar, ser ouvida, ouvir palavras de carinho e se não for a fulana que atender ao telefone e sim a outra lá, posso lamentar, mas não me entristeço. De alguma forma particular, ela também saberá exatamente o que eu quero.
Metas: curtas, breves e animadoras - preciso infinitamente delas. Parece baboseira?
- Parece besteira, mas eu estou entendendo.
- Sigo a paixão mesmo quando ela opta por ser triste, e nesse âmbito, ela não precisa de fortes motivos - acho-os por aí.
Também posso, sem porquês, despertar radiante. Tudo vem da paixão que chega forte e se impõe, por isso ou aquilo lá e, momentaneamente, crio minhas próprias verdades absolutas.
Absoluta é a certeza de que, não mais que de repente, aquele papo todo irá me parecer a maior imbecilidade que fui capaz de exprimir.
Virá sempre uma nova paixão atrás de mim, e depois eu atrás dela.
Posso me apaixonar também por coisas. gestos, hábitos, músicas. Essa ínfima e ardente paixão é a que busco e me move.
Quando tenho a sorte de estar apaixonada, facilmente envolverei alguém, viverei aquilo e, quando acabar, é só mais um fim.
Muitas vezes pode ser que o lado bom da paixão seja maior do que o outro, então trato de emendar uma na outra, sem pausas, até as ter entralaçado.
Algumas, são paixões sérias, e é quando pareço me aquieta. Mas, alguma hora essa calmaria toda vai me agoniar, porque o que me interessa é a euforia da paixão. O amor não é eufórico.
No espelho, olho e vejo um momento de paixão pelas pequenas e fofas coisinhas. Vontade forte dá de ligar e falar com alguém melosamente, dar satisfação das minhas coisas, discar só pra ouvir uma voz dando boa noite... não importa de quem seja a voz. Parece a coisa mais fria e egoísta que alguém poderia dizer, e até é, mas quem não é egoísta no caminho em busca de alguma micro felicidade?
Preciso ligar, ser ouvida, ouvir palavras de carinho e se não for a fulana que atender ao telefone e sim a outra lá, posso lamentar, mas não me entristeço. De alguma forma particular, ela também saberá exatamente o que eu quero.
Metas: curtas, breves e animadoras - preciso infinitamente delas. Parece baboseira?
- Parece besteira, mas eu estou entendendo.
- Sigo a paixão mesmo quando ela opta por ser triste, e nesse âmbito, ela não precisa de fortes motivos - acho-os por aí.
Também posso, sem porquês, despertar radiante. Tudo vem da paixão que chega forte e se impõe, por isso ou aquilo lá e, momentaneamente, crio minhas próprias verdades absolutas.
Absoluta é a certeza de que, não mais que de repente, aquele papo todo irá me parecer a maior imbecilidade que fui capaz de exprimir.
Virá sempre uma nova paixão atrás de mim, e depois eu atrás dela.
23 agosto 2008
15 agosto 2008
muda a muda
chega de tanto esperar.
o baque, desta vez, foi mais forte, senti.
não venha com suas olhadelas,
conheço suas transparências.
não haja politicamente...
seja o que quer, quero que o seja.
doce emboscada
mudo acolhimento
sutil fala
irredutível sombra de outrora.
o baque, desta vez, foi mais forte, senti.
não venha com suas olhadelas,
conheço suas transparências.
não haja politicamente...
seja o que quer, quero que o seja.
doce emboscada
mudo acolhimento
sutil fala
irredutível sombra de outrora.
12 agosto 2008
mess it up
preciso que me pervertas,
traga algo de inesperado à paisagem,
me surpreenda através do óbvio.
não tenha medo de ultrapassar qualquer tipo de fronteira que lhe apareça,
teus temores não precisam ser desta estirpe.
sugue toda espécie de de cognatos,
transcenda os padrões clássicos,
faça-me permanecer, constantemente, intrigada.
traga algo de inesperado à paisagem,
me surpreenda através do óbvio.
não tenha medo de ultrapassar qualquer tipo de fronteira que lhe apareça,
teus temores não precisam ser desta estirpe.
sugue toda espécie de de cognatos,
transcenda os padrões clássicos,
faça-me permanecer, constantemente, intrigada.
08 agosto 2008
té
até onde é real?
onde ele termina e onde começa a minha projeção do que me é ideal?
não enxergo esse íntimo limite..
a tinta jogada no papel já borrada está;
as chances foram jogadas;
e o precipício não é só mais uma miragem.
mesmo assim, vejo nitidamente a inconfundível silhueta que tanto conheço...
não havia chance de confusão fazer, é a tua, posso afirmar.
firme, uma viga de sentimentos sólidos e contínuos
continuo tentando.
não aguento, não quero.
quero, aguento de tudo.
se, se, se, se...
conjecturas ambulantes e sonhadoras atormentam.
até onde é seguro caminhar?
até quando sou capaz de esperar?
até que ponto a sinceridade sairá da minha boca sem esforços?
até o dia em que voltes...até lá, tudo será tão real quanto eu quiser.
onde ele termina e onde começa a minha projeção do que me é ideal?
não enxergo esse íntimo limite..
a tinta jogada no papel já borrada está;
as chances foram jogadas;
e o precipício não é só mais uma miragem.
mesmo assim, vejo nitidamente a inconfundível silhueta que tanto conheço...
não havia chance de confusão fazer, é a tua, posso afirmar.
firme, uma viga de sentimentos sólidos e contínuos
continuo tentando.
não aguento, não quero.
quero, aguento de tudo.
se, se, se, se...
conjecturas ambulantes e sonhadoras atormentam.
até onde é seguro caminhar?
até quando sou capaz de esperar?
até que ponto a sinceridade sairá da minha boca sem esforços?
até o dia em que voltes...até lá, tudo será tão real quanto eu quiser.
06 agosto 2008
pão, queijo.
tenho medo de fugir, mas impediram-me de ficar.
olho o bilhete todo rabiscado na mão avisando que a partida é inevitável, mas junto com ela, partem-se em milhões os meus eu's e cada um puxa de um lado.
a dor costumeira é daquela de vir de fora, dos outros, do obscuro. esta, que aqui não consegue se calar, faz caminho inverso.
rasga-me, devora cara veia, como epidemia se alastra e o ardor na garganta emudece as antigas palavras que tinha guardado, tão bonitinhas, dentro de gavetas.
prateleiras não me servem mais. sou do mundo, sou de quem enxerga - a questão nunca foi essa. problema é a falta de espaço fechado, só meu - que nem mais meus é: as partes um dia me contaram que já fui só minha, hoje sou mesmo assim, dividida.
sombras não me assustam como antes, só irritam um pouco, às vezes... mas pode crer, há de ser nada não. elas não aparecem sempre e são distorcidas.
pão, pão. queijo, queijo... assim, por mais extremista que lhe possa parecer, é como sei lidar com as maçanetas.
olho o bilhete todo rabiscado na mão avisando que a partida é inevitável, mas junto com ela, partem-se em milhões os meus eu's e cada um puxa de um lado.
a dor costumeira é daquela de vir de fora, dos outros, do obscuro. esta, que aqui não consegue se calar, faz caminho inverso.
rasga-me, devora cara veia, como epidemia se alastra e o ardor na garganta emudece as antigas palavras que tinha guardado, tão bonitinhas, dentro de gavetas.
prateleiras não me servem mais. sou do mundo, sou de quem enxerga - a questão nunca foi essa. problema é a falta de espaço fechado, só meu - que nem mais meus é: as partes um dia me contaram que já fui só minha, hoje sou mesmo assim, dividida.
sombras não me assustam como antes, só irritam um pouco, às vezes... mas pode crer, há de ser nada não. elas não aparecem sempre e são distorcidas.
pão, pão. queijo, queijo... assim, por mais extremista que lhe possa parecer, é como sei lidar com as maçanetas.
05 agosto 2008
vem
dever, não devia...mas já foi.
tá feito, decretado e selado.
sondaram-me sobre a seriedade e não fui muito franca ao dizer que não tinha certeza.
tenho, claro que tenho.
tola foi você que achou sereno meu jeito de gostar, de me dar. nossa, foste muito. mas eu deixei que tudo se desenrolasse assim. talvez por ter achado mais propício no momento ou oportuno, não sei bem. isto não sei.
agora a tua falta me consome de uma forma devastadora e só consigo pensar em largar tudo do jeito que está e correr pros braços seus que ainda não se fecharam aos meus, não com o calor avassalador que me dá só de vislumbrar um sorriso disfarçado, de canto de boca, seu.
vem?! deixa estar, deixa esse jeito ultra metódico de organizar os segundos... joga, aposta, arrisca.. vai fazer-te bem, juro.
desperto e olho pro lado: travesseiro vazio, lençol ainda arrumado e espaço grande ali. guardei pra ti...
acordei de novo e tinham ocupado seu lugar.
mentira, ocuparam a cama, o lugar é seu.
tá feito, decretado e selado.
sondaram-me sobre a seriedade e não fui muito franca ao dizer que não tinha certeza.
tenho, claro que tenho.
tola foi você que achou sereno meu jeito de gostar, de me dar. nossa, foste muito. mas eu deixei que tudo se desenrolasse assim. talvez por ter achado mais propício no momento ou oportuno, não sei bem. isto não sei.
agora a tua falta me consome de uma forma devastadora e só consigo pensar em largar tudo do jeito que está e correr pros braços seus que ainda não se fecharam aos meus, não com o calor avassalador que me dá só de vislumbrar um sorriso disfarçado, de canto de boca, seu.
vem?! deixa estar, deixa esse jeito ultra metódico de organizar os segundos... joga, aposta, arrisca.. vai fazer-te bem, juro.
desperto e olho pro lado: travesseiro vazio, lençol ainda arrumado e espaço grande ali. guardei pra ti...
acordei de novo e tinham ocupado seu lugar.
mentira, ocuparam a cama, o lugar é seu.
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