até onde é real?
onde ele termina e onde começa a minha projeção do que me é ideal?
não enxergo esse íntimo limite..
a tinta jogada no papel já borrada está;
as chances foram jogadas;
e o precipício não é só mais uma miragem.
mesmo assim, vejo nitidamente a inconfundível silhueta que tanto conheço...
não havia chance de confusão fazer, é a tua, posso afirmar.
firme, uma viga de sentimentos sólidos e contínuos
continuo tentando.
não aguento, não quero.
quero, aguento de tudo.
se, se, se, se...
conjecturas ambulantes e sonhadoras atormentam.
até onde é seguro caminhar?
até quando sou capaz de esperar?
até que ponto a sinceridade sairá da minha boca sem esforços?
até o dia em que voltes...até lá, tudo será tão real quanto eu quiser.
08 agosto 2008
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