27 dezembro 2008

minha.

você pertence à minha imaginação.
você é minha. minha!
tudo seu é um pouco meu, porque te vejo com olhos de quem não enxerga nada.
preciso de você pra crer no que as minhas memórias cismam mostrar: o tom pastel da sua pele suave; o rosado da sua boca - toda desenhada e entreaberta, procurando, no silêncio ofegante, léxicos condizentes ao momentos. sei de cór cada um dos teus olhares e os jeitos únicos que tens de mover as sobrancelhas. ah, e a mão, quanto toca o pescoço, ali na nuca, com a cabeça meio que cabisbaixa e a mordidinha no canto direito da boca...
essa é a MINHA careta. não ouse usá-la com outra.



agora,bem agora, não suportaria mais ouvir um mínimo ruído desafinadinho que saísse pelos seus lábios. sei que, por muitas vezes, eles são jogados por insistência de minha parte, mas agora peço que se recolham as palavras.

não me perdoe;
não me esqueça;
não durma com outro pijama;
não mude de perfume;
não ouse mudar.

hoje eu senti ciúmes e não soube como dizer. fiquei tomada por esse sentimento bobo e inseguro que costuma dar nos apaixonados possessivos.
cansei de afirmar que ele não me habitava, mas, assim como eu preciso aceitar que pertence, você tem que saber que serás (sempre) minha.

22 dezembro 2008

tome seu tempo.
faça bom uso e só me avise quando estiveres pronta.

menina, não deu pra entender ainda?
quantas vezes preciso tentar te convencer de que é você?
nem a sombra te descreve, nem seus passos traçam teu rumo.

fica aqui, tão perto, tão minha, tão nossa, tão nua, tão calorosamente, tão sêca, tão resumidamente minha.

01 dezembro 2008

gala

meiados do fim do ano. céu aberto, limpo, limpinho. estrelas radiantes e luminosa lua formavam uma paisagem de cartão postal - não podia ser melhor dia. 

o traje impecável mostrava, da fivela presa no cabelo ao bico fino do salto, toda a beleza que costumava se ofuscar dentro dos jeans antigos, camiseta básica e all star sujo.
aquele não era um dia ordinário. não era também uma data comemorativa. 

chegou, acompanhada da amiga igualmente produzida, à festa. dispensável dizer que logo tomara a atenção de boa parte dos convidados que, já levemente embriagados, se dispunham atrapalhadamente pelos cantos.
alguns comentavam, como cochichos. outros não conseguiam emitir som algum. havia aqueles que nem se davam o trabalho de reparar, pois o estado etílico já era notável.


as músicas foram passando e a atenção foi se dissipando. os copos vinham e vazios, rapidamente, voltavam às mãos dos garçons. chegou a decorar seus nomes até. tratamento especial recebeu a noite toda. a pista era como um entretenimento bom de assistir. a altura do salto não as permitia participar daquela orgia pacífica.

ficaram então as duas ali - sentadas, bebendo, observando. mal trocavam palavras. sussuravam onomatopéias como se a comunicação não precisasse ser concluída pra que houvesse entendimento. 

não foram as primeiras a se despedirem, mas não viram o sol nascer.


dia seguinte chegou e as fantasias foram depositadas no fundo do armário. a postura se curvou um pouco e e o soriso já mostrava os dentes.
foram então ao boteco de esquina, com banheiro sujo, copos feios e garçons mal educados. 
falavam tanto e tão alto que chagavam a reclamar do barulho. ninguém as notava senão por isso, mas o conforto de poder sentar com as pernas dispostas sem tanta classe era precioso demais.

13 novembro 2008

já não sabia mais o que era-lhe mais incômodo: a dor que sentia no corpo - aquela ânsia que interiorizou-se e tomou forma patológica e não quis abandoná-la. talvez nem fosse isso. podia ser o medo, grande pavor de dormir, só por saber que haveria de acordar, eventualmente, e enfrentar aquilo tudo lá de fora, aquelas coisas chatas que se acumulam pela preguiça, falta de vontade, sentimento de obrigação.
odiava quando davam-lhe ordens. pra quê?
peça. não que vá fazer instantaneamente e da forma pedida. só fará quando for conveniente e da maneira que mais parecer correta, seja essa qual for.

quem sabe? particularmente acho que nada disso era. o horizonte, antes desconhecido e intrigante, havia se contraído e, as migalhas de sonhos que restaram, não satisfaziam mais o apetite.
o ordinário marca agora presença e não pensa em esvair-se por aí. parece até que gostou, se acomodou, e ela junto.

cômodo não é mais um adjetivo qualquer que a língua lhe disponibilizou - é lei do seu secreto e esquisito bem estar.

a música não tem mais melodia, o poema perdeu a rima e o olhar já não brilha. o que se perdeu? o que se foi? o que ficou?



o silêncio, (in)cômodo de muitos.

10 novembro 2008

e aí?

person 1: how many do you want?
person 2: how many do u want to give to me?
person 1 thinks, keep thinking and finally anwsers: ham..how many you can get?
person 2 laughs and says: wow


person 1 already distressed asks: so...?



so...?

21 outubro 2008

equilibrista

Nada mais: o assovio sacana do pedreiro do outro lado da calçada; a flauta do menino que, humildemente, tem uns trocados poucos pra gastar; a risada contagiosa das crianças que passam, na volta da escola, com aquele ar de novidade; a mesa, repleta de amigos, com uma cerveja gelada; o céu, que traça desenhos indescritíveis; o som das músicas sussurrando, ao pé do ouvido, palavras cuidadosas.

Isto tudo não importa, não interessa, não causa pingo algum de impacto. Os vai-e-vens do vento não movimentam as folhas caídas pelo chão. Tudo permanece intacto, inerte e monótono.


O vislumbrar de um sonho continua opaco e sêco. Os dedos esticam-se, procurando tocar o impalpável. Troca-se o anel de dedo, as fronhas de cama, os retratos enquadados por nostálgicas lembranças de cômodo.

O que foi? Não sei se era pra compreender; se é pra testar; se é pra sofrer; se pra viver ou morrer.
Não me fiz clara ainda com toda essa melancolia?!
É apelo. É desespero. É tudo que não sei dar nome. É uma rua cheia de melancolia, onde perco o prumo e o destino tropeça na dúvida do querer e do poder.

Posse sua, sem fôrma, formando estibrilhos estraçalhados por tantos temores incabíveis nas retas curvas da letra jogada no papel.
Não misture os vocábulos, nem preseve-me de qualquer chama que ouses soprar.


Perceba que meus erros são seus - cada um deles é seu.
Não denomino como culpa, chamo de impotência de ter meus próprios, de atravessar o limite que ainda nos une, a corda bamba em que tento, inutilmente, me equilibrar e que distingüe o que é e a ilusão.
Dê-me a mão. Não deixes que eu caia sem proteção, que caia na tentação e tenha que pedir-te perdão, novamente.

29 setembro 2008

o que te estraga é só esse jeito pomposo de achar previsível o que, nem sempre, é.
não entregue sem hesitar; não se mantenha nessa posição por muito tempo.
sei que muitos a acham charmosa, classuda, elegante - meros espectadores do seu showzinho.
um bom crítico veria as falhas nas suas esquinas - totalmente inseguras de onde a curva toma forma.

besta.
era este o patamar que pretendia chegar?
bom, espero que toda essa mesquinharia traga-te um conforto bem grande, pois precisarás.



vou ali fumar um cigarro, tá?

19 setembro 2008

eliem

Coitado. A pior das sensações era a de sentir-se inútil, imprestável. Não lhe era suficiente a boa vontade, o querer ajudar e não saber nem por onde começar.
Era estabanado. Também, como havia de ser.

Seus dias eram todos regrados e calculados dentro de si, onde a memória não lhe falhava. Acorda cedo, cerca de seis, sete da manhã. Pega o jornal - gosta de estar muito bem informado -, mas nem sempre consegue lê-lo o quanto queria. Toma seu café de todos os dias e começa o ritual de saída. Abrir a gaveta, pegar uma bermuda; em outra, a meia; até que o figurino fique todo completo.

Sai então de casa, cumprimentando metade das pessoas que passam. Praticamente fora criado ali e, agora, com seus cinqüênta e sete anos, é figura batida pela redondeza. Desce a rua e ruma pra sua caminhada matinal, diurna e sagrada.

As mais diversas pessoas passam e alguns,que o conhecem, chegam a achá-lo antipático ou até mesmo mal educado. Ele nem sempre cumprimenta as pessoas. Mas garanto: nunca foi por falta de querer.

Voltando, pára no bar de esquina - onde já é quase sócio, de tanto que fica lá. Quando passa é um alvoroço só, gritando seu nome, chamando-o pra só uma cervejinha. Essa se estende e, quando percebe, foram-se inúmeras durante papos com um ou outro, ou sozinho mesmo.

Tem um lado carinhoso e atencioso que faz com que ele sempre compre alguma coisa - seja uma garrafinha de água de coco ou outra coisa boba assim - pra levar para sua mãe, que é sua vizinha. Não tem é muita paciência. Toca a campainha e, antes mesmo que alguém pudesse alcançar a porta para atendê-la, ele já pôs o presentinho em uma das cadeiras dispostas na varandinha de entrada e rumou para casa...

Pela tarde, tira um cochilo. Não que esteja ou se sinta velho, muito pelo contrário. Sua cabeça é acelerada demais, seu corpo não consegue ficar quieto por muito tempo, mas ele sabe das limitações que tem. Entende que aquele mundo ao redor dele, aquele que já mapeou mentalmente, é seu limite. Esse sono é mais pra descansar a cabeça, não surtar.

Mais tarde ele volta a se arrumar: uma blusa branca(só tem blusas brancas, que é pra não ter como confundir a cor), uma calça jeans, cueca, meia e sapato. Gosta de ficar bonito, e fica.
Repete a descida da rua, procurando um bar para beber. Conhece todos os existentes aqui por perto. Vai de um pra outro procurando companhia para beber. É como se fosse um ópio que o faz conseguir levar as coisas.

Muitos o chamam de alcoolatra, eu digo que, dentro de suas condições, ele se vira e passa seus dias feliz, como seria difícil ver outrem conseguindo ter.

17 setembro 2008

sem

se tudo que passamos não lhe satisfez,
desculpe-me... não soube enxergar tuas carências.
acaso tenha trocado seu nome, confundido as palavras,
queria que acreditasse que é puro nervosisto trazido com a lembrança do teu rosto.
quando teu cheiro deixou de marear meus dias
pedi que regressasse, daonde quer que estivesses, imediatamente.

a dobradura da roupa tem outra forma;
o amassado do travesseiro fica diferente;
a música troca de ritmo, e talvez até de tom;
a pressão chega, inevitavelmente - atordoa.


toco-te sem sentir,
lembro sem querer esquecer
e aqueço o fogo da panela, esperando chegar o fim do dia.

05 setembro 2008

times of choices:

daqui em diante, não há volta.
aviso-te logo para que não me venha com mazelas dengosas.
pode vir depois, chegue atrasada, mas venha.
por favor, não hesite, não duvide, não fraqueje.

conheço bem esse seu duelo pessoal,
sei exatamente o ponto que lhe é incômodo..
então, confie: o avesso, não o contrário.

03 setembro 2008

Pobrezinha, tão indefeza, inocente... lembra a minguada feição do cão abandonado.
Tadinha...até se esforça, nossa!
Fez seu próprio juízo e decretou a sentença que lhe foi conveniente, camuflando qualquer sombra de oposição que pudesse haver.

Coitada o caralho!
Vide verso e as letras não serão daquelas minúsculas, que precisam de lupa. Serão garrafais e incriminantes: medrosa!

Dê-me um argumento plausível além da insegurança...

01 setembro 2008

não mude por mim, nem por ninguém;
não trate comigo assuntos supérfulos;
não chore a toa;
não ria a toa;
não me toque sem propósito;
não me irrite se não for sério;
não troque de blusa se não quiser;
não sonhe além da sua vontade;
não consuma os dias sem prazer;
não desfaça teias complexas;
não tente me entender.

não é necessário, é inútil.

30 agosto 2008

não me atrase

tão superficial, piegas e repetidamente irritante.
pedes que espere, viva e depois analise. pra quê? desnecessária a perda de tempo. sim, perda. caso não fosse, não haveria algo após, habitaria no durante com todas as mazelas que me são convenientes.

quem dera eu saber controlar o tempo, meu íntimo tempo. daria, de cada vez, uma porção abundante e sêca, pra degustar cada micro poro e não desperdiçar vocêm, nem eu.


tornei-me, com o passar das páginas, camicaze. assim não há hora pra arrependimentos.

24 agosto 2008

(re)ciclo

- Preciso de fases. Elas vêm da minha inconstância de humor, esse que é bem regular. Dentro de cada período desses, encaixo-me perfeitamente na situação, como se vivesse numa eterna sequência de trailers e não que tudo fosse um longa metragem. Necessito de paixão - seja por alguém; alguéns; paixão que parece amor; paixão que me faz fazer besteiras; paixão de amigo.

Posso me apaixonar também por coisas. gestos, hábitos, músicas. Essa ínfima e ardente paixão é a que busco e me move.

Quando tenho a sorte de estar apaixonada, facilmente envolverei alguém, viverei aquilo e, quando acabar, é só mais um fim.
Muitas vezes pode ser que o lado bom da paixão seja maior do que o outro, então trato de emendar uma na outra, sem pausas, até as ter entralaçado.

Algumas, são paixões sérias, e é quando pareço me aquieta. Mas, alguma hora essa calmaria toda vai me agoniar, porque o que me interessa é a euforia da paixão. O amor não é eufórico.



No espelho, olho e vejo um momento de paixão pelas pequenas e fofas coisinhas. Vontade forte dá de ligar e falar com alguém melosamente, dar satisfação das minhas coisas, discar só pra ouvir uma voz dando boa noite... não importa de quem seja a voz. Parece a coisa mais fria e egoísta que alguém poderia dizer, e até é, mas quem não é egoísta no caminho em busca de alguma micro felicidade?
Preciso ligar, ser ouvida, ouvir palavras de carinho e se não for a fulana que atender ao telefone e sim a outra lá, posso lamentar, mas não me entristeço. De alguma forma particular, ela também saberá exatamente o que eu quero.

Metas: curtas, breves e animadoras - preciso infinitamente delas. Parece baboseira?

- Parece besteira, mas eu estou entendendo.

- Sigo a paixão mesmo quando ela opta por ser triste, e nesse âmbito, ela não precisa de fortes motivos - acho-os por aí.
Também posso, sem porquês, despertar radiante. Tudo vem da paixão que chega forte e se impõe, por isso ou aquilo lá e, momentaneamente, crio minhas próprias verdades absolutas.

Absoluta é a certeza de que, não mais que de repente, aquele papo todo irá me parecer a maior imbecilidade que fui capaz de exprimir.

Virá sempre uma nova paixão atrás de mim, e depois eu atrás dela.

23 agosto 2008

a questão não é descobrir o que tem de ser feito, já ultrapassou o óbvio.


vende coragem na farmácia?

- personal note:

expirar sensações instantâneas acerbadas...
transparência gestual!

15 agosto 2008

muda a muda

chega de tanto esperar.
o baque, desta vez, foi mais forte, senti.

não venha com suas olhadelas,
conheço suas transparências.
não haja politicamente...


seja o que quer, quero que o seja.

doce emboscada
mudo acolhimento
sutil fala
irredutível sombra de outrora.

12 agosto 2008

mess it up

preciso que me pervertas,
traga algo de inesperado à paisagem,
me surpreenda através do óbvio.

não tenha medo de ultrapassar qualquer tipo de fronteira que lhe apareça,
teus temores não precisam ser desta estirpe.


sugue toda espécie de de cognatos,
transcenda os padrões clássicos,
faça-me permanecer, constantemente, intrigada.

08 agosto 2008

até onde é real?
onde ele termina e onde começa a minha projeção do que me é ideal?
não enxergo esse íntimo limite..


a tinta jogada no papel já borrada está;
as chances foram jogadas;
e o precipício não é só mais uma miragem.
mesmo assim, vejo nitidamente a inconfundível silhueta que tanto conheço...
não havia chance de confusão fazer, é a tua, posso afirmar.

firme, uma viga de sentimentos sólidos e contínuos
continuo tentando.

não aguento, não quero.
quero, aguento de tudo.
se, se, se, se...

conjecturas ambulantes e sonhadoras atormentam.
até onde é seguro caminhar?
até quando sou capaz de esperar?
até que ponto a sinceridade sairá da minha boca sem esforços?
até o dia em que voltes...até lá, tudo será tão real quanto eu quiser.

06 agosto 2008

pão, queijo.

tenho medo de fugir, mas impediram-me de ficar.
olho o bilhete todo rabiscado na mão avisando que a partida é inevitável, mas junto com ela, partem-se em milhões os meus eu's e cada um puxa de um lado.

a dor costumeira é daquela de vir de fora, dos outros, do obscuro. esta, que aqui não consegue se calar, faz caminho inverso.
rasga-me, devora cara veia, como epidemia se alastra e o ardor na garganta emudece as antigas palavras que tinha guardado, tão bonitinhas, dentro de gavetas.

prateleiras não me servem mais. sou do mundo, sou de quem enxerga - a questão nunca foi essa. problema é a falta de espaço fechado, só meu - que nem mais meus é: as partes um dia me contaram que já fui só minha, hoje sou mesmo assim, dividida.

sombras não me assustam como antes, só irritam um pouco, às vezes... mas pode crer, há de ser nada não. elas não aparecem sempre e são distorcidas.
pão, pão. queijo, queijo... assim, por mais extremista que lhe possa parecer, é como sei lidar com as maçanetas.

05 agosto 2008

vem

dever, não devia...mas já foi.
tá feito, decretado e selado.

sondaram-me sobre a seriedade e não fui muito franca ao dizer que não tinha certeza.
tenho, claro que tenho.
tola foi você que achou sereno meu jeito de gostar, de me dar. nossa, foste muito. mas eu deixei que tudo se desenrolasse assim. talvez por ter achado mais propício no momento ou oportuno, não sei bem. isto não sei.


agora a tua falta me consome de uma forma devastadora e só consigo pensar em largar tudo do jeito que está e correr pros braços seus que ainda não se fecharam aos meus, não com o calor avassalador que me dá só de vislumbrar um sorriso disfarçado, de canto de boca, seu.


vem?! deixa estar, deixa esse jeito ultra metódico de organizar os segundos... joga, aposta, arrisca.. vai fazer-te bem, juro.


desperto e olho pro lado: travesseiro vazio, lençol ainda arrumado e espaço grande ali. guardei pra ti...
acordei de novo e tinham ocupado seu lugar.



mentira, ocuparam a cama, o lugar é seu.

29 julho 2008

sorry

i don't have the guts to... sorry


wish i had.

20 julho 2008

again

dont know how i am when you're around...i'm a mess!

guilty again...

14 julho 2008

fica

Não adianta. Fomos dominadas por ele.
Agora só resta a paciência da espera - agora mais calma.
A troca de palavras contigo, como sempre, foi de efeito apaziguador, confortante.
O semblante que levo não me pesa mais como antes, estendestes a mão pra ajudar.
Enquanto vejo as bocas esboçando aquele mesmo sorriso diário, dado só pelo hábido, lembro do meu, que agora não espera mais pra se exibir por aí.

Dominas e és o presente mais lindo de se receber.
Queria sentir teu cheiro ao acordar, antes mesmo de abrir os olhos..
Sentir, no seu abraço, a segurança que tenho nos teus verbetes.

Não se precipite.
Não voltes atrás também.
Fica?

13 julho 2008

sua.

O real problema está na covardia que predomina e atormenta os pensamentos com um turbilhão de dúvidas, questionamentos internos imensuráveis. Não se assuste, é só mais um dos momentos, meus, de vômito de palavras. Não penses que isto é algum tipo ou forma de cobrança, não faria sentido.

Acontece que tudo mudou quando você (re)apareceu, do nada - ou do tudo - e ficou. Confesso: pedi que ficastes e, como numa brincadeira de gangora, fomos tentando, mutuamente, equilibrar nossos dias conjuntamente, companheiramente, amigável e carinhosamente, com uma preocupação e cuidado invejáveis até.
Olhando tudo, os últimos tempos, percebi que podem haver trocentas pessoas ao redor...se alguma coisa mudar(seja uma notícia ruim, como tem acontecido bastante, infelizmente, ou uma novidade gostosa), é com você que eu vou querer compartilhar aquilo, isso, aqui, eu.

Quem vê, sabe que o carinho e preocupação são evidentes no nosso cotidiano. A contínua comunicação nos mantém menos longe e dá uma sensação de conforto, aconchego, acolhimento - preciso disto. Tenho tentado nos ver por todos os ângulos, de todas as formas, de todas as cores, mas não sei dizer direito ainda o que é. Alguns dizem que nós fingimos não ver o óbvio, mas talvez o óbvio seja irracional e incomum, ou não. Apenas não sei.



Desculpe-me por prometer-te sinceridade e omitir a nebulosas verdade. É medo, e admito. Apavora-me a idéia de não ter certeza do que é mais fácil e sincero de se querer e esperar de você, de mim, de nós. Que existe um 'nós', é inegável. O que ele me diz, não consigo entender, parece que é numa língua que nunca ouvira, ou numa intonação estranha a mim.
E, quando fico assim, amedrontada, me encolho, me escondo e emudeço-me. Sei que a minha impulsividade pode estragar tudo, como fez em tantas outras vezes. Mas eu não sei usar o meio termo, ser ponderada.
Sou sua, e incomoda a dúvida que permanece quando penso na parte que sentes como sendo realmente de tua posse.

23 junho 2008

páginas viradas

"já não dá mais pra dizer que sente saudades
se o tempo já nos marcou com tantas mentiras
ah,como eu queria...
poder pegar tua mão e roubar tua alma
levar pra baixo de chuva e lavar com a minha
ah,eu quero teu beijo do jeito que eu gosto
ah,eu quero teu rosto sorrindo de novo
ah,eu quero teu beijo do jeito que eu gosto
ah,eu quero meu rosto sorrindo de novo
corações partidos,páginas viradas
amor renascido da dor de dois...
corações partidos,páginas viradas
amor renascido da dor de dois..."

- jair de oliveira


só isso a declarar.

19 junho 2008

.

Eu sei, amanhã é sexta-feira, mas, até dia quinze de julho, odeio quintas-feiras!

18 junho 2008

hein?

Fiz-me sua pra aprender a ser um pouco mais minha. Nem tudo é comutativo. A gentileza parece ter vontade própria. Tive que saber usar as migalhas que sobraram pra me valer do discurso prévio.

Até onde os sorrisos são sinceros? Quanto se consegue sustentar o peso da mentira? As banais podem ser eternizadas, mas e aquelas que incomodam? Aquelas que escondemos ao acordar, pra não ter a chance de esbarrar com ela no meio do dia e desmanchar a feição pronta. Hein?


Minha boca é teimosa, discute comigo. Não obedece sempre que mando ela esboçar um sorriso pra iluminar meu rosto, ela não é muito lá chegada em fingir.
Mas eu gosto dela assim.

17 junho 2008

como?

Juro, não entendo mesmo o sono alheio. Sei apreciar os primeiros raios solares que clareiam o dia, adoro inclusive. Fico horas observando pela janela até. Faço isso, mas depois vou-me, preciso dormir. Nunca fui de ter hábitos de velho: dormir após a telenovela das 20horas, que aliás, nem é neste horário mais. Agora é, no que chamam, horário nobre. Acho tão besta o nome...


Despertaram-me antes das nove horas. Precisamente, eram oito e trinta e sete quando sentia no meu pé as mãos de meu pai a me balançar e chamar-me, precisava levantar. Naquele momento que concluí: odeio médicos!
Não é justo eu mudar meu horário todo só pra fazer a droga de um exame. Este também me irrita. Não pela agulha, nem pelo horário na verdade, mas pela possibilidade de ver aquela coisa cor-de-vinho saindo da minha pele, argh.
Prefiro nem pensar, já abaixa a pressão pensar na hipótese.

Quando morrer, quero que seja de morte interna, nada de coisas espalhadas e abertas. Prefiro morrer aqui dentro, só pra mim, de mansinho.

16 junho 2008

sou ninguém

Não deve ser coisa só minha, não pode ser. Demoro tanto pra ser alguém quando acordo. Parece um trauma, daqueles que te deixam em estado de choque por certo tempo.
Sou assim, todos os dias, ao acordar: ninguém.
Incansavelmente, penso. Penso nas milhões de possibilidades, alternativas, rumos e, a esta hora, eles todos se misturam num liquidificador, dentro de mim.
Insensibilidades alheias profundamente me incomodam.
Não quero ser alguém, cansei.

15 junho 2008

oh


Que dúvida amarga! Tudo e esvaireceu e restou um bocadinho de mim por aqui pedindo um porquê.
Ah, nada mais é diferente, nem adianta tentar. Diversificar virou tendência.

Vou na cara dura, apostando na sinceridade - que sempre me foi habitual.

Suspiro ânsias de voltar. Volto, anseando que ainda suspires ao me ver. Morro de medo e não nego. Impressiono-me com o jeito de me manter perto que desenvolveste.
Os quilômetros são imensuráveis, assim como sua falta, mas meus dizeres só se completam com um sentido lógico se forem ditos pra ti, oh menina.

teamwork é o caralho!

Cansei de ouvir falsas promessas de amor. Não disperdice saliva fingindo falsas moralidades. Desisto de ser hipócrita: faço tudo por mim e apenas por mim. Penso em outrem como parte do presente, não como ferramenta pra desbravar aventuras.

Troco dias, e noites de sono, por uma paz singular.

Nada realmente importa pra mim, só o que é agora... conjecturas não hão de me atormentar por muito. Saberei distingüir troços de peças e nunca farei aquele papel de moça boba. Nunca fui, sempre fingi. Não mais.


Enough with the good-girl thing.

nunca

Nunca. Nunca que ia chegar a supor que pudesses me fazer perder tantos momentos recordando dos nossos dias, não incontáveis, mas com uma coisa de sentir falta deles que não imaginei que fosse experimentar.
No bolso vejo pequenos papéis que me lembram sensações oníricas e gostosas, mas tão gostosinhas...
Sem você, parece que os ponteiros se empreguiçam e a razão boba do riso já não sabe se pára ou segue reto.

Os abraços deixaram a marca de um espaço que, agora, é um canto meu vazio.
O medo já não é preso mais, foi esparramado e tragou toda a parte sua em de mim (...)