17 setembro 2008

sem

se tudo que passamos não lhe satisfez,
desculpe-me... não soube enxergar tuas carências.
acaso tenha trocado seu nome, confundido as palavras,
queria que acreditasse que é puro nervosisto trazido com a lembrança do teu rosto.
quando teu cheiro deixou de marear meus dias
pedi que regressasse, daonde quer que estivesses, imediatamente.

a dobradura da roupa tem outra forma;
o amassado do travesseiro fica diferente;
a música troca de ritmo, e talvez até de tom;
a pressão chega, inevitavelmente - atordoa.


toco-te sem sentir,
lembro sem querer esquecer
e aqueço o fogo da panela, esperando chegar o fim do dia.

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