23 junho 2008

páginas viradas

"já não dá mais pra dizer que sente saudades
se o tempo já nos marcou com tantas mentiras
ah,como eu queria...
poder pegar tua mão e roubar tua alma
levar pra baixo de chuva e lavar com a minha
ah,eu quero teu beijo do jeito que eu gosto
ah,eu quero teu rosto sorrindo de novo
ah,eu quero teu beijo do jeito que eu gosto
ah,eu quero meu rosto sorrindo de novo
corações partidos,páginas viradas
amor renascido da dor de dois...
corações partidos,páginas viradas
amor renascido da dor de dois..."

- jair de oliveira


só isso a declarar.

19 junho 2008

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Eu sei, amanhã é sexta-feira, mas, até dia quinze de julho, odeio quintas-feiras!

18 junho 2008

hein?

Fiz-me sua pra aprender a ser um pouco mais minha. Nem tudo é comutativo. A gentileza parece ter vontade própria. Tive que saber usar as migalhas que sobraram pra me valer do discurso prévio.

Até onde os sorrisos são sinceros? Quanto se consegue sustentar o peso da mentira? As banais podem ser eternizadas, mas e aquelas que incomodam? Aquelas que escondemos ao acordar, pra não ter a chance de esbarrar com ela no meio do dia e desmanchar a feição pronta. Hein?


Minha boca é teimosa, discute comigo. Não obedece sempre que mando ela esboçar um sorriso pra iluminar meu rosto, ela não é muito lá chegada em fingir.
Mas eu gosto dela assim.

17 junho 2008

como?

Juro, não entendo mesmo o sono alheio. Sei apreciar os primeiros raios solares que clareiam o dia, adoro inclusive. Fico horas observando pela janela até. Faço isso, mas depois vou-me, preciso dormir. Nunca fui de ter hábitos de velho: dormir após a telenovela das 20horas, que aliás, nem é neste horário mais. Agora é, no que chamam, horário nobre. Acho tão besta o nome...


Despertaram-me antes das nove horas. Precisamente, eram oito e trinta e sete quando sentia no meu pé as mãos de meu pai a me balançar e chamar-me, precisava levantar. Naquele momento que concluí: odeio médicos!
Não é justo eu mudar meu horário todo só pra fazer a droga de um exame. Este também me irrita. Não pela agulha, nem pelo horário na verdade, mas pela possibilidade de ver aquela coisa cor-de-vinho saindo da minha pele, argh.
Prefiro nem pensar, já abaixa a pressão pensar na hipótese.

Quando morrer, quero que seja de morte interna, nada de coisas espalhadas e abertas. Prefiro morrer aqui dentro, só pra mim, de mansinho.

16 junho 2008

sou ninguém

Não deve ser coisa só minha, não pode ser. Demoro tanto pra ser alguém quando acordo. Parece um trauma, daqueles que te deixam em estado de choque por certo tempo.
Sou assim, todos os dias, ao acordar: ninguém.
Incansavelmente, penso. Penso nas milhões de possibilidades, alternativas, rumos e, a esta hora, eles todos se misturam num liquidificador, dentro de mim.
Insensibilidades alheias profundamente me incomodam.
Não quero ser alguém, cansei.

15 junho 2008

oh


Que dúvida amarga! Tudo e esvaireceu e restou um bocadinho de mim por aqui pedindo um porquê.
Ah, nada mais é diferente, nem adianta tentar. Diversificar virou tendência.

Vou na cara dura, apostando na sinceridade - que sempre me foi habitual.

Suspiro ânsias de voltar. Volto, anseando que ainda suspires ao me ver. Morro de medo e não nego. Impressiono-me com o jeito de me manter perto que desenvolveste.
Os quilômetros são imensuráveis, assim como sua falta, mas meus dizeres só se completam com um sentido lógico se forem ditos pra ti, oh menina.

teamwork é o caralho!

Cansei de ouvir falsas promessas de amor. Não disperdice saliva fingindo falsas moralidades. Desisto de ser hipócrita: faço tudo por mim e apenas por mim. Penso em outrem como parte do presente, não como ferramenta pra desbravar aventuras.

Troco dias, e noites de sono, por uma paz singular.

Nada realmente importa pra mim, só o que é agora... conjecturas não hão de me atormentar por muito. Saberei distingüir troços de peças e nunca farei aquele papel de moça boba. Nunca fui, sempre fingi. Não mais.


Enough with the good-girl thing.

nunca

Nunca. Nunca que ia chegar a supor que pudesses me fazer perder tantos momentos recordando dos nossos dias, não incontáveis, mas com uma coisa de sentir falta deles que não imaginei que fosse experimentar.
No bolso vejo pequenos papéis que me lembram sensações oníricas e gostosas, mas tão gostosinhas...
Sem você, parece que os ponteiros se empreguiçam e a razão boba do riso já não sabe se pára ou segue reto.

Os abraços deixaram a marca de um espaço que, agora, é um canto meu vazio.
O medo já não é preso mais, foi esparramado e tragou toda a parte sua em de mim (...)