08 novembro 2009

o negócio é amar

Tem gente que ama, que vive brigando
E depois que briga acaba voltando
Tem gente que canta porque está amando
Quem não tem amor leva a vida esperando
Uns amam pra frente, e nunca se esquecem
Mas são tão pouquinhos que nem aparecem
Tem uns que são fracos, que dão pra beber
Outros fazem samba e adoram sofrer
Tem apaixonado que faz serenata
Tem amor de raça, amor vira-lata
Amor com champagne, amor com cachaça

Amor nos iates, nos bancos de praça
Tem homem que briga pela bem-amada
Tem mulher maluca que atura porrada

Tem quem ama tanto que até enlouquece
Tem quem dê a vida por quem não merece
Amores à vista, amores à prazo

Amor ciumento que só cria caso
Tem gente que jura que não volta mais
Mas jura sabendo que não é capaz
Tem gente que escreve até poesia
E rima saudade com hipocrisia

Tem assunto à bessa pra gente falar
Mas não interessa o negócio é amar


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Carlos Lyra


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marnué?

05 novembro 2009

(bom) dia

bom dia o caralho!
acordar com aquele pi-pi do despertado furreca, mas que em luzinha pra acender e ver a hora de madrugada não é nada um bom jeito de começar o dia. não me conformo com o toque de acordar, acho injusto.

os minutos parece que se atropelam naquele tempo entre despertar e sair de casa e sempre há a sensação de não ter feito tudo ou arranjado tudo na mala, ou dá a certeza agoniante do atraso.

carro quebra, engarrafamento irrita, calor anestesia.
os imprevistos e desagrados vão se sobrepondo e, quando você apenas não está afim, se passa por grosso, estúpido, imprestável...
trabalho para arrumar a cara numa careta de repressão não é problema, mas abrir a boca e realmente se interessar não. isto já é exigência grande.

os raros sorrisos não forçados ficam, então, encarregados de cobrir toda a validade da jornada e a vontade fica só de que aquele termine para que comece outro.






será?
válido mais seria chegar ao conforto de novo e abolir qualquer tipo de preoblematização.

no cafofo é assim.