29 junho 2010

perde, sem se perder

naquele último trago da carteira, no ar preso e sufocante, o olhar fixo, brilhante e vago, no baque... foi ali.

quanto lhe custa a delicadeza? qual é a pressa inquieta?

afine a tensão em um tom de nota sustenida, menor e com sétima.
se drogue de tranquilidade confortante e embriague-se como se todo dia fosse não útil no mercado dos atrasos transeuntes
não se iluda com contos de fadas, mas tenha curtos sonhos momentâneos, inesperados e graciosos
o trabalho pode, por um dia, ser cabulado por um banco de calçadão livre de paranoias e disposto de uma alaranjada paisagem, trazendo o abraço aconchegante da brisa de fim de sol.

contente-se em ser contente, sem deixar de aspirar a plenitude da sensação harmônica de um êxtase de feliz sorriso
sorria mais do que ria, mas ria também da barriga doer quando lhe convir
transborde e transpareça seu gosto, sem expor o sentimento legítimo
se dê, intensa e comedidamente, ultrapasse a lei da oferta e da procura e filtre o original, acabou.

perde isso.

07 junho 2010

definições particulares

perspicácia da comunicação
conglomerado de memórias
divergência ótica de platores
explosão de sabores
recheios não palpáveis
marcha pela plenitude
caretas caretas
alívios de primavera
dialeto singular
espetáculo visual
extravagante ecstasy
(...)


sujeito à modificações... sempre