Fiz-me sua pra aprender a ser um pouco mais minha. Nem tudo é comutativo. A gentileza parece ter vontade própria. Tive que saber usar as migalhas que sobraram pra me valer do discurso prévio.
Até onde os sorrisos são sinceros? Quanto se consegue sustentar o peso da mentira? As banais podem ser eternizadas, mas e aquelas que incomodam? Aquelas que escondemos ao acordar, pra não ter a chance de esbarrar com ela no meio do dia e desmanchar a feição pronta. Hein?
Minha boca é teimosa, discute comigo. Não obedece sempre que mando ela esboçar um sorriso pra iluminar meu rosto, ela não é muito lá chegada em fingir.
Mas eu gosto dela assim.
18 junho 2008
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