Dentro de cada um de nossas cabecinhas há mais coisa do que o bicho papão poderia ser capaz de devorar, e uma delas é a nossa memória. Acumulada por todos os nossos anos de existência, ela torna-se parte de nós, e uma parte que pode ser fragmentada em três tipos: as memórias sensoriais, sentimentais e a memória fotográfica. Esta última é o nosso objeto de trabalho, e consiste na imagem que fazemos em nossa cabeça acerca de alguém ou algo, sem que, necessariamente tenhamos que estar diante da figura em questão.
Cada um desses tipos de memória se localiza em uma parte diferente de nosso cérebro, e algumas estão em lugares que nem nós mesmos sabemos, que são as chamadas memórias implícitas, aquelas que não temos acesso, estão no nosso inconsciente. Como não somos psicólogas, a gente deixa essa questão para Freud e seus seguidores. Vamos então nos ater às memórias explícitas e, especificamente àquelas que podemos vislumbrar em nossas mentes, que nos transportam para uma outra dimensão e tornam possível a agilidade da nossa vida cotidiana.
28 novembro 2010
A foto e você
O interessante na nossa memória é que, apesar de podermos criar divisões ou categorias para tentar especificá-las, aquilo que ficou registrado dentro de nós se espalha, assim como os sentidos se buscam, fazendo com que as lembranças ficam encarnadas em nós, e o corpo inteiro parece se lembrar daquilo, seja lá o que for.
Assim como nos filmes, novelas, livros e qualquer tipo de narrativa, as fotos nos contam uma história, nos situam em um contexto. Sem dúvidas, a resposta dada a estímulos iguais é intrínseca à personalidade individual de cada ser.
Desejo, vontade, curiosidade, tesão, carinho, conforto, afeto, compaixão, saudosismo, pena, excitação, estranhamento, ódio, repulsa, nojo, horror, ... , indiferença. Seja qual for a sensação que uma imagem te passe, se você realmente olhar para ela, você não será ao mesmo – terá desbravado um mundo novo, talvez familiar, ou aventureiro e obscuro.
E, será que se pode criar memórias visuais? Ora, o papel desenvolvido por profissionais de marketing, publicidade, e até o seu vizinho, acabam contribuindo com mais um grão da massa cinzenta. As narrativas têm esse poder de tentar te trazer para um mundo paralelo, que você acredita que pode existir, e os profissionais de comunicação tentam te aproximar desse mundo mágico que sua companhia para qual trabalham traz como filosofia, na grande maioria das vezes através de uma imagem, fazendo criar um burburinho brilhante novo, que é fixado pela propaganda.
Mas, e quando aquela memória guardada se confronta com um novo panorama que, em todos
os sentidos da palavra, choca demais, estilhaçando a vidraça que protegia aquela lembrança que, por ser tão nossa, imaginávamos ser intocável? Por mais que às vezes pareça melhor só ignorar, o desenrolo da história está lá, inerente à nossa vontade. Algumas surpresas são boas, outras viram decepções, mas sempre são impactantes.
E você? Que imagens estão arquivadas no seu hard drive?
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Assim como nos filmes, novelas, livros e qualquer tipo de narrativa, as fotos nos contam uma história, nos situam em um contexto. Sem dúvidas, a resposta dada a estímulos iguais é intrínseca à personalidade individual de cada ser.
Desejo, vontade, curiosidade, tesão, carinho, conforto, afeto, compaixão, saudosismo, pena, excitação, estranhamento, ódio, repulsa, nojo, horror, ... , indiferença. Seja qual for a sensação que uma imagem te passe, se você realmente olhar para ela, você não será ao mesmo – terá desbravado um mundo novo, talvez familiar, ou aventureiro e obscuro.
E, será que se pode criar memórias visuais? Ora, o papel desenvolvido por profissionais de marketing, publicidade, e até o seu vizinho, acabam contribuindo com mais um grão da massa cinzenta. As narrativas têm esse poder de tentar te trazer para um mundo paralelo, que você acredita que pode existir, e os profissionais de comunicação tentam te aproximar desse mundo mágico que sua companhia para qual trabalham traz como filosofia, na grande maioria das vezes através de uma imagem, fazendo criar um burburinho brilhante novo, que é fixado pela propaganda.
Mas, e quando aquela memória guardada se confronta com um novo panorama que, em todos
os sentidos da palavra, choca demais, estilhaçando a vidraça que protegia aquela lembrança que, por ser tão nossa, imaginávamos ser intocável? Por mais que às vezes pareça melhor só ignorar, o desenrolo da história está lá, inerente à nossa vontade. Algumas surpresas são boas, outras viram decepções, mas sempre são impactantes.
E você? Que imagens estão arquivadas no seu hard drive?
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18 novembro 2010
Memória Sentimental
Todos nós temos uma espécie de arquivo mental que costumo chamar de "memória sentimental". Neste arquivo são armazenados sentimentos, idéias, fatos, sonhos realizados ou não (a maioria não) e até mesmo sensações. São cuidadosamente catalogados e de acordo com a circunstâncias requisitados como num passe de mágica, ao centro de nossos pensamentos.Algumas lembranças foram arquivadas de propósito para acalentar quem sabe, sentimentos culposos ou pensamentos incautos. Outras, esquecidas, foram arquivadas pelo tempo que é o maior caralogador de emoções.
Já não lhe aconteceu sentir um aroma e esse lhe lembrar alguém ou um fato ocorrido? Ouvir uma música e navegar no pensamento relembrando um acontecimento antigo? Um perfume e lembrar o cheiro da pessoa amada? Ou um gosto por exemplo, lembrar o sabor do beijo? Ah!!!! Que beijo!...O Halls? A balinha de hortelã com o gosto daqueles lábios que o tempo não conseguiu apagar? Naquele tempo... "velhos tempos", tudo era bem diferente de hoje, as pessoas podiam sair à rua de mãos dadas passeando livremente, chegar sem medo de madrugada e passar na padaria para comprar pão quentinho depois de uma festa; chutar pedrinhas na rua; correr um atrás do outro numa brincadeira ingênua, sem receio de ser confundido com ladrão ou esconder-se numa viela para roubar um beijo. Tudo isso sem o terror precedente do medo de assaltos; pois naquela época o que mais se roubava eram beijos e flores no jardim da vizinha, para dar a namorada. Hoje as flores são entregues pela floricultura acompanhadas por um cartão, é bem mais chique e cômodo, porém não possui a beleza singular de antes.
Também neste arquivo estão todas as lembranças dos tempos passados - da comidinha da mamãe, da professora primária, dos colegas de infância, da tia solteirona que morria de medo das pererecas e lagartas, que insistíamos em jogar nelas, das brincadeiras nos quintais, do pique esconde, do xixi atrás da casa... essas e tantas outras lembranças as quais você leitor está se recordando neste momento.
Tudo isso ficou para trás... e tudo isso foi tão importante! Foram como tijolinhos, colocados um a um fomando a base do que você é hoje. Bons tempos aqueles!E agora, aos quarenta, ou mais, é hora de percebemos as coisas com maior intensidade, não arquivar as coisas tão apressadamente. É hora de sugar o néctar dos melhores momentos, não deixar passa nada, sem sentir o sabor: huuuuummmmm!!! Do beijo... das carícias... dos sussurros... da língua quente na orelha... no pescoço!Aproveite todos os bons momentos que a vida lhe proporcionar. Sinto o sabor e como dizem os jovens: beeeije na boca!!! Eternize os momentos deliciosos... na alma!Não deixe que nada passa em sua vida de qualquer jeito. Sinta, respire fundo... goooze! Este momento jamais voltorá. Como bem disse o Sábio Heráclito: O homem não pisa duas vezes no mesmo rio, ao pisar novamente não é mais o mesmo homem... nem o mesmo rio.
Guarde seus deliciosos momentos bem guardadinhos, depois de vivê-los intensamente, no seu arquivo confidencial. Você poderá requisitá-lo quando quiser. Com certeza o brilho em seus olhos será de imensa ternura.
(Você já perdeu tempo demais! Luna Laboré)
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Já não lhe aconteceu sentir um aroma e esse lhe lembrar alguém ou um fato ocorrido? Ouvir uma música e navegar no pensamento relembrando um acontecimento antigo? Um perfume e lembrar o cheiro da pessoa amada? Ou um gosto por exemplo, lembrar o sabor do beijo? Ah!!!! Que beijo!...O Halls? A balinha de hortelã com o gosto daqueles lábios que o tempo não conseguiu apagar? Naquele tempo... "velhos tempos", tudo era bem diferente de hoje, as pessoas podiam sair à rua de mãos dadas passeando livremente, chegar sem medo de madrugada e passar na padaria para comprar pão quentinho depois de uma festa; chutar pedrinhas na rua; correr um atrás do outro numa brincadeira ingênua, sem receio de ser confundido com ladrão ou esconder-se numa viela para roubar um beijo. Tudo isso sem o terror precedente do medo de assaltos; pois naquela época o que mais se roubava eram beijos e flores no jardim da vizinha, para dar a namorada. Hoje as flores são entregues pela floricultura acompanhadas por um cartão, é bem mais chique e cômodo, porém não possui a beleza singular de antes.
Também neste arquivo estão todas as lembranças dos tempos passados - da comidinha da mamãe, da professora primária, dos colegas de infância, da tia solteirona que morria de medo das pererecas e lagartas, que insistíamos em jogar nelas, das brincadeiras nos quintais, do pique esconde, do xixi atrás da casa... essas e tantas outras lembranças as quais você leitor está se recordando neste momento.
Tudo isso ficou para trás... e tudo isso foi tão importante! Foram como tijolinhos, colocados um a um fomando a base do que você é hoje. Bons tempos aqueles!E agora, aos quarenta, ou mais, é hora de percebemos as coisas com maior intensidade, não arquivar as coisas tão apressadamente. É hora de sugar o néctar dos melhores momentos, não deixar passa nada, sem sentir o sabor: huuuuummmmm!!! Do beijo... das carícias... dos sussurros... da língua quente na orelha... no pescoço!Aproveite todos os bons momentos que a vida lhe proporcionar. Sinto o sabor e como dizem os jovens: beeeije na boca!!! Eternize os momentos deliciosos... na alma!Não deixe que nada passa em sua vida de qualquer jeito. Sinta, respire fundo... goooze! Este momento jamais voltorá. Como bem disse o Sábio Heráclito: O homem não pisa duas vezes no mesmo rio, ao pisar novamente não é mais o mesmo homem... nem o mesmo rio.
Guarde seus deliciosos momentos bem guardadinhos, depois de vivê-los intensamente, no seu arquivo confidencial. Você poderá requisitá-lo quando quiser. Com certeza o brilho em seus olhos será de imensa ternura.
(Você já perdeu tempo demais! Luna Laboré)
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20 julho 2010
for good
I could never believe you'd come so straight to me and turn out to be the one I've been looking for this entire time. It's not that I didn't really like you, the thing is I'd never had a chance to really get to know you. The image of you has come to me in such a distorted and twisted way, I couldn't seem to find a way out of this picture. Don't stop moving, keep on coming forwards that this new road promises to guide you to a better place, even nicer than the sweet taste you left me wanting for so much. Some would say it was just destiny's way, but I'm not sure I buy that crap. I've never been really connected with all that shit they sell us for fake hapiness. But this, this exactly little deep thing we've started to build together has given me more hope than I've ever had experienced. It's you, there's no other way. This is my happily ever after and I'm sure I'm not in a short story or a fairy tale. We've been so connected and this click of us has been so softly grateful... It makes me believe it is the real deal, my special little thing, my person, my way to true love... And it's hopeless, I can't avoid it, but I wouldn't even dare to try to do so. This me-and-you thing caught me for good.
29 junho 2010
perde, sem se perder
naquele último trago da carteira, no ar preso e sufocante, o olhar fixo, brilhante e vago, no baque... foi ali.
quanto lhe custa a delicadeza? qual é a pressa inquieta?
afine a tensão em um tom de nota sustenida, menor e com sétima.
se drogue de tranquilidade confortante e embriague-se como se todo dia fosse não útil no mercado dos atrasos transeuntes
não se iluda com contos de fadas, mas tenha curtos sonhos momentâneos, inesperados e graciosos
o trabalho pode, por um dia, ser cabulado por um banco de calçadão livre de paranoias e disposto de uma alaranjada paisagem, trazendo o abraço aconchegante da brisa de fim de sol.
contente-se em ser contente, sem deixar de aspirar a plenitude da sensação harmônica de um êxtase de feliz sorriso
sorria mais do que ria, mas ria também da barriga doer quando lhe convir
transborde e transpareça seu gosto, sem expor o sentimento legítimo
se dê, intensa e comedidamente, ultrapasse a lei da oferta e da procura e filtre o original, acabou.
perde isso.
07 junho 2010
definições particulares
perspicácia da comunicação
conglomerado de memórias
divergência ótica de platores
explosão de sabores
recheios não palpáveis
marcha pela plenitude
caretas caretas
alívios de primavera
dialeto singular
espetáculo visual
extravagante ecstasy
(...)
sujeito à modificações... sempre
15 maio 2010
só pra ser cafona
só porque hoje é hoje e não outro dia qualquer eu posso falar tudo que eu quiser, só pra ser cafona
se, por um lado, eu nunca pensei que a gente, de alguma fora, fosse dar certo, tinha um outro mais forte que nunca duvidou e eu quis confessar isso, só pra ser cafona
já chorei, descabelei, joguei celular na parede, perturbei horrores porque não sabia ficar longe, reclamei um monte e tive medo de perder, mas o amor supera tudo e vive só pra ser cafona
chamei de monstrinho, fera, fiz bico e depois um charme, só pra ser cafona
gritei mil vezes o quanto eu te amo, só pra ser cafona
errei trocentas vezes tentando te acertar e voltei com desculpas baratas por não saber mais o que falar e tudo isso só pra ser cafona
contei coisas que nunca, na vida, poderia imaginar que fosse compartilhar com alguém e você me acolheu e me ouvir que nem irmã, e família existe só pra ser cafona
sim, já... já pensei mil vezes deitada, em todos os sentidos de ter alguém na cabeça e assumo, mas assumo mermo, só pra ser cafona
hoje então, quero ser cafona só pra ser cafona
preciso exaltar tudo de mais cafona que tem aqui dentro dessa pessoa que te ama descontrolada, ininterrupta e até doentiamente e não sabe mais o que é ser sem você perto
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