18 agosto 2009

lost

fugi. saí correndo deste ambiente tão familiar. me sufoquei com a própria essência.
não posso me dizer que me perdi pelo caminho já que nunca houve rota programada.
esperava um lapso de ideia repentina que me agradaria; esperava algum esbarrão ocasional que trouxesse alegria; esperava novidade.

as ruas continuavam as mesmas, as pessoas não me impressionavam e o tempo se delongava com meus passos perdidos.
pulei pra dentro de um ônibus, ansiando que ele me trouxesse novos sabores.
ao desembarcar, avistava apenas mais um bando de situações já conhecidas.
o tédio só sabia crescer e o sorriso se tornava mais remoto a cada instante.
a angústia passou para um estado praticamente insuportável de sentir e, a esta hora, me encontrava presa naquela situação.

o girar do pulso e o abaixar da cabeça procuravam minutos mais apressados do que o relógio estava disposto a exibir.

senti-me saudosa daquela monotonia do cômodo de dez paredes. ao menos ele não me exigia o fingimento, o sorriso forçado.

corri. corri e não foi pouco.
faça apenas um favor: só não me indague sobre o destino. irônicamente, acho que você o conhece bem.

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