27 fevereiro 2009

baile de máscaras

o mundo está louco, é o que dizem por aí.
o mundo está se esgotando, lê-se diariamente.
não me incomoda isso, sabia? ah, tudo acaba um dia. essa idéia de eternidade nunca me convenceu muito.
o que me entristece é perceber que a poesia se esvaiu, se dissolveu nas mãos dos compositores e é jogada de boca a fora com um desdenho agoniante.

essa urgência jovial de abraçar o poste, o vento, a sombra, não combina comigo. gosto da brincadeira, do caminho, da descoberta, da conquista, do difícil, do que exige mais do que é só impulso.
já fui parte integrante e atuante deste motim - até aparecer um certo alguém que me mostrou um outro caminho, tão mais sedutor e envolvente que nem titubeei. mas isto não é sobre ela, nunca foi.


liberdade, liberdade. carrego até bandeirinhas ilustrativas.
pior de tudo é pensar que sim, a culpa - se ela existe - eu que carrego. diria eu, fosse moça de externar pensamentos, que fez-se demais, sem a menor necessidade. quisera eu acalmar e tirar os pedestais, distribuídos pela minha própria pessoa, que pus jogados por aí, dispostos numa ordem quase inintendível para outrens.

se a máscara cair, não se apavore e nem demonstre - sorrindo, graciosamente, diga que é carnaval.
afinal, há tanto folclore por aí que não há de se espantar quando comentarem que um novo chegou pra deixar a multidão boqueaberta.

não vem, que a linha ficou ali, bem pra trás.

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