
As UPP's foram sendo instaladas nas favelas e o número de assaltos foi aumentando, continuavam pacificando a cidade e ao mesmo tempo irritando os traficantes. Eles se revoltaram e foram para as ruas... Eram atentados para todos os lados, bombas, assaltos, carros e ônibus queimados, eles conseguiram gerar terror. E conforme isso acontecia, aumentava também o policiamento na rua, chamaram reforço e tiveram ajuda da marinha e exército.
Mesmo exibindo suas potentes e numerosas armas, com um atrevimento, que depois foi acoado pelo medo, os malvados traficantes ainda pareciam se importar com os moradores do complexo que, afinal, os abrigava. Cuidadosamente invadindo uma das principais ruas de acesso ao centro ao campo de batalha que se formou, me deparei com um recado, manchado com tinta no muro que guiava o caminho: "Atenção moradores: em dias de guerra, evitem sair de suas casas... Grato: CV".
Corre, minha filha, foi a única coisa coisa que me passou pela cabeça, que não entendia mais por que eu tinha aceitado me meter ali. Afinal, será que eles, os bandidos terroristas, não são uma consequência de tudo isso?
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